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2 de jan de 2014

Review do leitor: Nexus 5, o Android do Google com desempenho de sobra


Fabricado pela LG, Nexus 5 será lançado no Brasil no primeiro trimestre de 2014.
Smartphone tem Snapdragon 800 e uma tela de 5 polegadas que enche os olhos.

Nota do editor: o Nexus 5, novo smartphone com Android puro fabricado pela LG, será lançado no Brasil em 2014. Nosso leitor Henrique Pinheiro conseguiu botar as mãos no aparelho antes de nós e escreveu um review completíssimo detalhando suas experiências com o smartphone. Se você está pensando em substituir o Nexus 4 ou quer um Android novo, a leitura é recomendada. (Paulo Higa)

Todo ano, o Google faz parcerias de hardware para demonstrar novas versões do Android. Por dois anos consecutivos, sua escolha para celulares tem sido a LG, e dessa parceria nasceram o Nexus 4, em novembro de 2012, e o Nexus 5, em outubro de 2013. O Nexus 4 foi marcado no Brasil pela onda de descontos que ocorreram sobre ele nos últimos meses, mas estava precisando de uma atualização por deter alguns problemas chave: uma câmera imprevisível, a falta de suporte ao 4G brasileiro e escolhas de design questionáveis, como a traseira de vidro.

O Nexus 4 foi anunciado no Brasil com um preço oficial um pouco salgado quando comparado aos preços praticados no resto do mundo, apesar dos descontos que sucederam ao lançamento. Não se sabe ao certo quanto o Nexus 5 irá custar por aqui. Oficialmente, a LG diz apenas que ele chega no primeiro trimestre de 2014.

O sucessor do Nexus 4 é baseado no LG G2, um celular com algumas das melhores especificações encontradas no mercado. Do G2, o Nexus 5 ganhou o Snapdragon 800, o módulo de estabilização ótica de imagens (OIS), dentre outros componentes internos, mas o sensor da câmera foi reduzido de 13 para 8 megapixels e a bateria de 3.000 para 2.300 mAh. Essas mudanças ajudaram o celular a permanecer no mesmo patamar de preço de seu antecessor.

Muitas pessoas perguntam se vale a pena esperar pelo lançamento nacional do Nexus 5, ou se é melhor optar por outros celulares que já temos por aqui. A antecipação do Nexus 5 foi inédita, uma que nenhum outro celular Android havia experienciado nas comunidades dos aficionados por tecnologia. Ela procede? Vale a pena esperar? Estou utilizando o Nexus 5 há um mês e vou tentar responder a essas perguntas na análise depois do plim plim.


Design e pegada
O Nexus 5 tem um design simples. Não existem bordas de alumínio polidas como no iPhone, plásticos coloridos e chamativos como nos Lumias, ou mesmo desenhos enigmáticos atrás de uma traseira de vidro, como no Nexus 4. Mas esse design industrial, plano, não é desinteressante ao olhar. Pelo contrário, ele chama atenção, até mesmo porque os pequenos detalhes dele se destacam mais, seja o fone para chamadas circular, o grande anel ao redor da câmera ou os botões de cerâmica de volume e de bloqueio.


Algo que não se vê muito, mas ocorreu com o Nexus 5, foram as diferenças na escolha de materiais nas duas opções de cor. Enquanto o modelo preto possui um plástico macio, como o do Nexus 7, que embrulha as laterais do celular, o modelo branco (o que testei) optou por uma traseira de material diferente, que ajuda a manter a cor sem sujeira ou manchas. E a lateral do modelo branco também foi modificada: em vez de continuar com o mesmo material da traseira, foi colocado um plástico reflexivo, que muitos conhecem pelo nome “black piano”.

É uma faca de dois gumes: o material faz um contraste muito atraente com a traseira, mas peca por atrair impressões digitais e acaba exigindo limpeza constante. Enquanto a lateral do modelo branco atrai mais sujeira, a traseira é o oposto. A tampa de trás do modelo preto fica engordurada facilmente como a do Moto G, mas a branca não deixa nada aparecer.


O posicionamento do alto-falante foi muito bem recebido. Em vez de na traseira, ele foi colocado na parte inferior do celular, com uma grade decorativa com pequenos furos, tanto para o som, no lado esquerdo, quanto para o microfone, no lado direito. Decepciona saber que as duas não são saídas de áudio, porque sons estéreo são raros em celulares, mas o volume não deixa a desejar. Algumas unidades saíram de fábrica com defeitos internos que deixavam o alto-falante com volume inferior ao que o mesmo pode oferecer, baixo demais. Felizmente não foi o caso desta unidade.


A LG optou por um formato ergonômico com bordas muito pouco arredondadas e um perfil relativamente fino. Combinado com um peso pena de 130 gramas, o resultado é um celular que, apesar da grande tela, fica bem na mão. Não dá para comparar com celulares como o Moto X, com bordas agressivamente arredondadas, mas ele não faz feio. Até mesmo porque, apesar do aumento da tela de 4,7 para 4,95 polegadas, foi possível manter a mesma largura quando comparado com o seu antecessor.

É difícil dizer quando chegaremos ao limite do tamanho de tela de celulares. É incrível vermos o quanto esse limite tem sido empurrado de ano a ano, sempre com pessoas falando que não será possível utilizar celulares com telas maiores que as atuais. Apesar disso, não acho o Nexus 5 difícil de se manipular; pelo contrário, ele é ligeiramente mais confortável que o Nexus 4.

Tela
A tela do Nexus 5 é, sem dúvidas, a melhor que já vi em qualquer dispositivo móvel. Sou dos que criticam telas de celular com 1080p, mas apesar dos altos gastos de energia e processamento, tenho que concordar com uma coisa: a nitidez é incrível. A reprodução de cores é extremamente fiel, o brilho é alto e facilita a visão mesmo no sol, com ângulos de visão irrepreensíveis no display IPS. O contraste poderia ser melhor; o Nexus 5 sofre o mal das telas LCD de não reproduzirem tão bem o preto como as AMOLED.


As especificações técnicas também são impressionantes. Fomos do formato 5:3 do Nexus 4 para 16:9 no Nexus 5, uma ótima notícia para os amantes de filmes e séries. Com resolução de 1920×1080 pixels, ele obtém incríveis 445 ppi com sua tela de 4,95 polegadas, valor batido por poucos celulares, como o HTC One, que nem sequer é vendido no Brasil.

O Nexus 5 também é equipado com uma tecnologia interessante, denominada PSR (Panel Self Refresh, ou Painel com Atualização Própria, em tradução livre). Ela torna a tela capaz de economizar energia por não atualizar todos os pixels quando a imagem que recebe do processador gráfico do celular não é modificada.

O toque é altamente responsivo, com um dos menores tempos de resposta de smartphones Android. A tela é considerada por muitos o componente mais importante em um celular nos dias de hoje: passamos inclusive a parar de medir a bateria por tempo de chamada para medir por tempo que ela suporta a tela ligada, e posso afirmar sem dúvidas que nesse quesito o Nexus 5 não decepciona.

Software


Após dezenas de meses sofrendo apenas atualizações incrementais, com poucas mudanças, vimos com o Nexus 5, pela primeira vez desde o 4.0 Ice Cream Sandwich, uma nova versão do Android, a 4.4 KitKat, com sérias mudanças no design. O Holo Blue, o tom de azul que dominava praticamente todas as telas do sistema, foi removido e substituído pelo branco. Talvez pela pressa, isso não foi adotado como um todo no sistema: o aplicativo de configurações está povoado com o famoso #33B5E5, assim como diversos outros aplicativos padrão.


Mas as alterações no design não são exclusivamente uma simples mudança de cor. Novos ícones, uma nova API de transparência que permite aos aplicativos melhor aproveitamento das barras de status e de navegação (API que é utilizada tanto na tela de bloqueio quanto no launcher padrão), um modo imersivo nos quais tais barras podem ser completamente escondidas, dentre outros pequenos detalhes e apps completamente redesenhados podem ser achados na nova versão do Android.
Na tela de bloqueio, o usuário é recebido com algumas dicas visuais que tornam a utilização do sistema simples mesmo para os navegadores de primeira viagem. O gesto de baixo para cima que traz o Google Now agora é explícito pelo uso da seta para cima, e o widget da câmera fica sempre presente, ambos na barra de navegação, que ocultou os botões que não são usados na tela de bloqueio. Agora, álbuns de música que estão tocando ficam em tela cheia, aproveitando toda a resolução da tela.
O launcher padrão foi completamente redesenhado. Agora denominado Google Experience Launcher, ele é recheado com integração nativa com o Google Now e ícones maiores que na versão anterior. Por enquanto, o GEL é exclusivo do Nexus 5, podendo somente ser utilizado em outros dispositivos através da instalação de um APK, um método longe de ser oficial.
Para realizar uma pesquisa, enquanto se está no launcher pode-se simplesmente proferir “Ok, Google” e ele irá escutar um comando. Infelizmente, essa frase não funciona quando o celular está em português, mas como a esperança é a última que morre, resta esperar para ver se alguma atualização de software até o lançamento nacional consertará isso.
Algo que muitos esperavam, mas não obtiveram, foi um modo de escuta constante, como o do Moto X, que entende comandos de voz mesmo com a tela desligada. O Nexus 5 tem o hardware necessário para o disponibilizar, através do Snapdragon 800. Alguns atribuem essa ausência ao fato de que o Moto X também tem que vender, e esta é a explicação mais plausível para mim.

As mudanças visuais não foram as únicas que se mostraram presentes. A adição da funcionalidade de SMS no Hangouts, algo antecipado há muito tempo, finalmente chegou. Além disso, o teclado nativo, além de perder todos os tons de azul, ganhou emojis, os emoticons japoneses que vêm ganhando fama.


É preciso, porém, admitir as falhas do Android do Nexus 5: ele não é perfeito. É comum criticar as peles dos fabricantes, como a TouchWiz da Samsung ou a Sense da HTC, mas também é preciso cobrar do Google consistência no design do sistema, ainda que toda essa remodelagem seja nova, e a adição de pequenos detalhes que fazem tantos usuários se refugiarem em ROMs baseadas em Android realmente puro e de código aberto (AOSP), como o CyanogenMod.

Há detalhes que estão disponíveis até em tablets Nexus, mas por algum motivo não entram nos celulares, como o controle de volume expansível que possibilita regulagem individual de chamadas ou notificações, ou até mesmo o widget de bloquear a rotação do celular na barra de configurações rápidas. Alguns bugs também se fazem presentes, como na área de notificações. É comum que ela trave no meio da tela, e tenha que se apertar algum botão da barra de navegação para restaurá-la ao seu lugar comum.

Hardware, conectividade e acessórios
O Nexus 5 conta com o SoC Snapdragon 800, 2 GB de RAM e configurações de 16 ou 32 GB de memória interna, sem expansão por cartões microSD. O Snapdragon 800 possui um processador quad-core Krait 400 que chega aos 2,3 GHz. Não são só números, ele realmente possui o processador mais avançado nos smartphones Android, perdendo em desempenho somente em velocidade de memória para o último celular da chinesa Xiaomi, o Mi3. Além disso, o SoC da Qualcomm fornece a Adreno 330, uma das melhores GPUs do mercado. Apesar do preço reduzido, a LG não pensou barato nas especificações desse monstro.

Atualmente, a maioria das fabricantes aplica uma espécie de overclock quando detecta alguns aplicativos de benchmark. Samsung, LG, HTC, dentre outras, praticam algum tipo de mecanismo para dar vantagens em benchmarks no software de fábrica para seus celulares. Com o software 100% cuidado pelo Google, a linha Nexus não sofre desse mal. Pode parecer que seus celulares vão piores em benchmarks, mas eles apenas não mentem. A Motorola, mesmo antes de ser adquirida pelo Google, nunca foi pega praticando isso.

O desempenho do Nexus 5, de qualquer forma, impressiona:




E isso é notado pelo usuário: a fluidez do sistema é impressionante. Fiquei com KitKat por quase um mês no Nexus 4 antes de passar para o Nexus 5 e a diferença da rapidez ao abrir aplicativos, multitarefa, mesmo em jogos – apesar dos pixels mais que dobrarem -, é notável assim que se liga o celular, porque até o tempo de boot foi consideravelmente reduzido. O valor extremamente abaixo do esperado para um dispositivo de sua categoria no benchmark Vellamo HTML5 se deve provavelmente a uma incompatibilidade com a nova engine de HTML que o KitKat introduziu, baseada no Chromium.

No quesito conectividade, o Nexus 5 é um vencedor. O modelo que vem para o Brasil, o D821, é compatível com o 4G nacional. Enquanto a LG fez duas variantes do celular, o D820 para a América do Norte e o D821 para o resto do mundo, felizmente o Google não fragmentou o software. A baseband fornecida com o celular é compatível com ambos os modelos, o que é uma ótima notícia para os que gostam de brincar com ROMs customizadas.


O Nexus 5 é compatível com Wi-Fi padrão 802.11ac, Bluetooth 4.0 LE e GPS, todo o pacote. Venho, no entanto, notando diversos problemas com o GPS. Quando ele saiu da caixa, localizações precisas eram a norma. Agora, é praticamente impossível obter um resultado do GPS que ajude em alguma coisa. Não sei se o problema é decorrente de uma falha de hardware ou software, mas, em qualquer caso, é um defeito que não deveria ocorrer.


Ele peca em termos de acessórios. Na caixa havia, curiosamente, dois manuais de garantia idênticos, a ferramenta de abertura da bandeja do cartão Micro-SIM, um carregador de 1,25 A e um cabo USB. Nada de manual de instrução ou fone de ouvido, o que sem dúvidas deve ser para ajudar a abaixar o preço do celular. Infelizmente, o carregador aparenta ser bem barato, frágil, mas funciona, mesmo que com um leve zumbido irritante.




Câmera
A estratégia de marketing do Nexus 5 priorizou a sua câmera. Mesmo o próprio módulo físico ganha destaque no celular pelo grande anel que o circula. Mas o que mais foi criticado no celular após seu lançamento foi a própria câmera e a (falta de) qualidade de suas fotos. Após um pedido de desculpas inicial, uma rápida e salvadora atualização foi aplicada, um mês depois. O Android 4.4.1 (que logo foi substituído pelo 4.4.2; apenas alguns dispositivos chegaram a ganhar a versão inicial) foi muito bem recebido por todos, porque tornou uma câmera instável e incrivelmente lenta em uma que é relativamente rápida, que consegue entregar fotos com uma fidelidade acima da média e com foco muito mais rápido.


As fotos com o sensor de 8 megapixels, diafragma com abertura de f/2,4 e sensor Sony IMX179 têm excelente reprodução de cor e contraste e pouca granulação. Em baixa luz, os grandes pixels de 1,4 µm ajudam a manter uma fidelidade decente sem ligar o flash. Nada a nível de Lumia 920, mas dá para o gasto. O foco, porém, se mostra lento em situações de baixa luz. Constantemente ele simplesmente se nega em focar no objeto que desejo, e é preciso focar em outra coisa para resolver o problema.

A nova câmera vem com uma novidade no software. O substituto do HDR, o HDR+, promete um modo de se tirar fotos com diferentes perfis de iluminação sem desfoque de movimento exagerado como se vê no HDR e com um tempo de processamento mais rápido – e entrega isso.

Praticamente todos os ambientes se aproveitam do HDR+, que gera fotos com melhor contraste e reprodução de cor. Não o vejo, porém, como um real substituto do HDR, porque imagens com iluminação realmente desafiadora, nas quais diferentes exposições combinadas dariam um resultado mais adequado, não ficam como ficavam no antigo modo. Mas sem dúvidas ele é uma boa adição.

O software da câmera continua precário na minúscula quantidade de configurações disponíveis para o usuário e na interface difícil de ser manipulada. Ao se gravar vídeos, um toque na tela tira uma foto; o foco é somente automático. Infelizmente, o mesmo possui problemas, e a falta de um foco manual deixa a gravação de vídeos como um jogo de loteria, com chances de nunca se focar no objeto desejado. No vídeo de amostra, gravado em 1080p, ele funcionou corretamente, assim como a mudança de exposição de luz:
A estabilização ótica ajuda muito não só nas cenas de movimento, mas para anular qualquer tremida que o usuário possa ter durante a filmagem. Os vídeos são filmados com resolução máxima de 1080p, sem nenhum modo com alta taxa de quadros por segundo para criar algum tipo de câmera lenta. O bitrate médio dos vídeos é de 17 Mb/s e a qualidade de reprodução dos mesmos é decente. O áudio tem satisfatória redução de ruídos.

O aplicativo da galeria está lentamente sendo substituído pelo Fotos, do Google+. É um excelente aplicativo, sem dúvidas, com diversos filtros incluídos do editor de fotos comprado pelo Google, o Snapseed. Mas diversas ferramentas de edição só estão presentes do aplicativo da galeria padrão, parte do Android de código livre. Tornar um aplicativo pior padrão para tentar popularizar um serviço não deveria ser prática comum, mas está se tornando uma.

É preciso, na próxima versão do Android, que seja repensado o aplicativo atual da câmera. Ser minimalista é uma coisa boa, mas tirar recursos para chegar lá não é a melhor maneira de se formar uma boa experiência para o usuário. O pré-visualizador corta as imagens, que possuem mais conteúdo do que as que se vê antes de capturar, o que também deve ser reformulado. A opção de controlar o ISO manualmente, um modo “noite” que não só simplesmente ligue o flash, mas modifique a exposição, dentre outras coisas básicas, devem ser incluídas o quanto antes.


Bateria
Desde que os rumores do LG G2 começaram, havia uma ideia geral de que a próxima versão do Nexus 5 seria baseada nele. Quando foi descoberto que o celular seria equipado com uma bateria de 3.000 mAh, todos os que antecipavam o novo Nexus ficaram entusiasmados com o que talvez seria o primeiro celular distribuído pelo Google que não tinha uma bateria abaixo da média.

Infelizmente, rumores anteriores ao lançamento desmentiram tudo e provaram que o mesmo seria equipado com uma muito menor bateria de 2.300 mAh, que era sim maior que a do Nexus 4, de 2.100 mAh, mas não se sabia se a tela maior, o dobro de pixels e um processador mais potente fariam com que esse singelo aumento ainda deixasse espaço para uma maior duração.

Acontece que apesar do Snapdragon 800 ser um processador extremamente potente, ele também é muito eficiente, e o Nexus 5 consegue melhores resultados que o seu irmão mais velho nos mesmos casos de uso. Com as mesmas configurações de conectividade, ou seja, navegação leve no Wi-Fi e pesada no 3G, com GPS desligado, eu somente passava um dia inteiro com o Nexus 4 se meu tempo de tela ativa fosse inferior a 2h30min. Com o Nexus 5, esse número chega até 3h30min, um valor consideravelmente maior.


Em testes sintéticos, com a bateria carregada em 100%, até o celular desligar, é possível obter mais de 8 horas de navegação no Wi-Fi, enquanto no 3G consegui pouco mais que 6 horas. São testes fora do uso comum, pois não é usual se usar o celular com a tela ligada 100% do tempo depois que o se tira da tomada, mas é bom notar que a bateria gasta em standby no Nexus 5 é incrivelmente menor do que qualquer celular que já tive.

No entanto, algo que incomoda é a imprevisibilidade da bateria. Certamente um problema de software: algumas vezes é possível notar um consumo muito mais elevado que o comum. Analisando com um pouco mais de profundidade, é possível achar que o causador desse consumo repentino é o Google Now e a frequência com que tira o celular do modo de espera profundo para coletar informações sobre a localização do dispositivo. Desativar o acesso do Google Now a sua localização, no entanto, apenas ameniza o problema, o que é curioso.

Pontos negativos
Novo design do Android ainda inconsistente.
Ambas as cores possuem algum material que suja facilmente.
GPS e bateria não confiáveis.

Pontos positivos
Tela incrivelmente nítida.
Câmera produz bons resultados.
Desempenho impressionante.
Design atraente.

Conclusão
O Nexus 4 prometia ser um dispositivo para desenvolvedores, que ajudaria a guiar o ecossistema do Android na direção que o Google julgava correta, assim como todos os outros dispositivos Nexus lançados. Acontece que, assim como o Nexus 7, ele acabou por atrair pessoas comuns, talvez pela qualidade do software ou pelo preço incrível, e isso colocou uma grande expectativa em torno do Nexus 5.

O marketing do Google pode girar em torno da câmera, mas esse celular também tem diversas outras qualidades notáveis, como o desempenho, a tela e o design. O preço de US$ 349 para a versão de 16 GB e US$ 399 para 32 GB, mesmo que somente nos EUA, pode também indicar um futuro com um preço relativamente baixo para os brasileiros.


O KitKat, que aqui no Brasil por enquanto só se vê oficialmente no Moto X e no Nexus 4, é uma atualização para o sistema que prega um cuidado ainda maior com o design, a possibilidade de aplicativos com identidade própria, não só o preto ou branco com o azul que se vê na maioria dos aplicativos Holo. Já se via aplicativos com tons de cor diferentes, como no Play Música e seu laranja, mas agora essa personalização pode ser mais profunda: um exemplo é o recém-atualizado Pushbullet, que coloriu a barra de status de verde para combinar com o resto do aplicativo.

Esse esforço para aprimorar o design do ecossistema é um passo essencial na estrada do Android para competir ainda mais com o iOS nos dispositivos topo de linha. Mas é esperado do Google um esforço um pouco maior: lançar o KitKat sem deixar todos os aplicativos padrão adequados nas novas guias de design não é um bom exemplo para os desenvolvedores, assim como o aplicativo da câmera que prega mais minimalismo que função.

Mas todos os pequenos defeitos de software não chegam a atrapalhar a ótima experiência de usuário que o Nexus 5 oferece. Se está procurando seu próximo smartphone, há ótimas opções no mercado, tanto na casa dos R$ 2.000, como o LG G2, que tem hardware superior ao Nexus 5 mas com software discutivelmente inferior, quanto na casa dos R$ 1.000, como o Moto X, que não compete em números, mas possui diversas aplicações específicas que melhoram a experiência do usuário. Mas se puder esperar, recomendo o Nexus 5, que tem um sistema especialmente desenhado para ele, e que provavelmente estará entre essas duas faixas de preço.

Especificações técnicas
Bateria: 2.300 mAh.
Câmera: 8 megapixels, sensor Sony IMX179 (traseira); 1,3 megapixels, sensor Aptina MT9M114B (frontal).
Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11ac, GPS, Bluetooth 4.0, USB 2.0.
Dimensões: 137,9 x 69,2 x 8,6 mm.
GPU: Adreno 330.
Kit contém: Cabo USB, carregador, manual de garantia, ferramenta de abertura da bandeja do Micro-SIM.
Memória interna: 16 GB ou 32 GB.
Memória RAM: 2 GB LPDDR3.
Peso: 130 gramas.
Plataforma: Android 4.4 KitKat.
Processador: quad-core Qualcomm Snapdragon 800 de 2,3 GHz.
Sensores: acelerômetro, bússola, proximidade.
Tela: LCD IPS 4,95 polegadas com resolução de 1920×1080 pixels e vidro Gorilla Glass 3.

Fonte: Tecnoblog
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